Foi dada a largada para o pleito eleitoral. Como sabemos, as eleições de 2026 renovam os cargos do Poder Executivo e Legislativo, mas o Poder em foco é o Judiciário.
O escândalo do Banco Master frustrou todos os palpites dos cientistas políticos que apontavam para segurança pública como o principal tema em disputa no discurso político-eleitoral.
Afinal, o escândalo do Master possui amplitude o suficiente para não possuir um só lado da polarização: funciona como um prato cheio para a direita resgatar o discurso anti-sistema, na mesma medida em que alimenta o discurso anti-magnatas da esquerda. O grande bônus é que os holofotes – pelo menos por ora – apontam somente para os membros do Poder Judiciário, enquanto os concorrentes ao Executivo afiam os seus discursos nas sombras.
Em concreto, os discursos estão a sair: Lula atrai para si os louros das investigações realizadas pela Polícia Federal no caso, enquanto lideranças fragmentadas da direita questionam a reunião do atual presidente com o Presidente do Master em 2024.
Ao fim e ao cabo, os discursos, daqui ou dali, buscam orientar os olhos e ouvidos dos eleitores para os lugares errados.
Cabe a nós olhar para o mesmo problema para fazer as perguntas certas: qual o favorecimento que os políticos receberam por investir recursos públicos em fundos do Master? por que os políticos do Rio de Janeiro colocaram dinheiro do fundo dos trabalhadores no Banco Master? Por que os políticos do Amapá fizeram o mesmo? Ou então: por que a ARAPREV escolheu deixar ali R$ 34 milhões?



