Um ataque a tiros dentro da Igreja Católica da Anunciação, em Minneapolis, nos Estados Unidos, deixou duas crianças mortas e 17 pessoas feridas, entre elas 14 crianças e três idosos. O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (27), durante uma missa de início do ano letivo com a presença de alunos da escola católica anexa ao templo. O atirador, identificado como Robin Westman, de 23 anos e ex-aluno da instituição, se matou após o ataque.
Segundo a polícia, Westman entrou armado na igreja e efetuou disparos através dos vitrais, chegando a tentar bloquear saídas para dificultar a fuga das vítimas. Ele utilizava três armas de fogo, todas legalmente adquiridas. O FBI trata o caso como terrorismo doméstico e crime de ódio contra católicos, após encontrar vídeos e anotações em que o autor expressava mensagens anticatólicas, antissemitas e referências a ataques anteriores.
As duas vítimas fatais eram crianças de 8 e 10 anos. Os feridos foram levados a hospitais da região, alguns em estado grave. Uma vigília reuniu centenas de pessoas em solidariedade às famílias, com a presença de autoridades políticas e religiosas. O governador de Minnesota, Tim Walz, decretou luto oficial, e o presidente Donald Trump ordenou bandeiras a meio-mastro em todo o país até 31 de agosto.
O caso repercutiu internacionalmente e foi citado pelo Vaticano como um episódio de “cruel intolerância religiosa”. Em mensagem enviada à Arquidiocese de Minneapolis, o Papa Leão XIV afirmou que a violência “contra inocentes em um espaço sagrado deve ser vista como uma afronta a toda a humanidade”, pedindo união dos fiéis em oração e solidariedade com as vítimas.
A investigação segue em andamento, enquanto a comunidade local tenta lidar com o impacto da tragédia que transformou uma celebração escolar em uma manhã de terror.



