A Colômbia foi alvo de atentados terroristas na manhã desta quinta-feira (21), poucas horas antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país para participar da cúpula dos países amazônicos. Os ataques ocorreram em diferentes regiões e deixaram mortos e feridos, aumentando a tensão na véspera do encontro internacional.
Em Cali, duas explosões foram registradas nas proximidades de uma escola de aviação militar. O episódio resultou em vítimas civis e policiais, segundo informações do governo colombiano. Já em Amalfi, no departamento de Antioquia, um helicóptero da polícia foi atacado com o uso de um drone, o que provocou a morte de oito agentes e deixou outros oito feridos.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou os responsáveis como integrantes de facções ligadas ao narcotráfico, citando dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) comandadas por Iván Mordisco, a Segunda Marquetalia e o Clã do Golfo.
Os atentados desta quinta-feira somam-se a uma série de ações violentas que vêm sendo registradas no país nos últimos meses. Em junho, ataques coordenados em Cali e na região de Valle del Cauca deixaram pelo menos nove mortos e dezenas de feridos, tendo como alvo delegacias e instalações policiais. Em março, oito atentados simultâneos no departamento do Cauca também atingiram bases militares, estações policiais e até um hospital.
Lula desembarcou em território colombiano horas após os ataques para participar da reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), marcada por debates sobre preservação ambiental e combate ao crime organizado na região



