10/03/2026
Saúde

Anvisa autoriza medicamento que pode atrasar evolução do diabetes tipo 1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de um novo medicamento voltado ao tratamento precoce do Diabetes tipo 1. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (9).

O remédio, chamado Tzield, cujo princípio ativo é o teplizumabe, poderá ser utilizado em pacientes a partir de 8 anos que já apresentam sinais iniciais da doença, mas ainda não desenvolveram o quadro completo.

Segundo especialistas, o medicamento atua diretamente no sistema imunológico, modulando sua resposta e retardando a destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Na prática, o tratamento pode adiar o estágio mais avançado da doença, quando o paciente passa a depender de aplicações regulares de insulina.

Impacto da doença

O diabetes tipo 1 é uma enfermidade autoimune e crônica que atinge principalmente crianças e adolescentes. Nessa condição, o próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar as células pancreáticas que produzem insulina — hormônio fundamental para controlar os níveis de açúcar no sangue.

Sem a insulina, a glicose se acumula no organismo, o que pode levar a complicações sérias ao longo do tempo, como problemas cardíacos, renais e oculares.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • sede e fome excessivas
  • vontade frequente de urinar
  • perda de peso
  • cansaço e fraqueza
  • alterações de humor
  • náuseas ou vômitos

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que mais de 13 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de diabetes, sendo que cerca de 5% a 10% dos casos correspondem ao tipo 1.

Outros medicamentos aprovados

Além do novo tratamento para diabetes, a Anvisa também liberou o registro de outros dois medicamentos biológicos:

  • Datroway, indicado para determinados casos de câncer de mama avançado;
  • Andembry (garadacimabe), usado para prevenir crises de Angioedema hereditário, uma doença genética rara que provoca episódios intensos de inchaço em diferentes partes do corpo.

Estudos clínicos apontam que o tratamento para angioedema hereditário pode reduzir em mais de 80% a frequência das crises em pacientes diagnosticados com a condição.

Próximos passos

Apesar da aprovação sanitária, os medicamentos ainda precisam passar pela definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de serem disponibilizados para venda no Brasil. Somente após essa etapa os produtos poderão chegar ao mercado farmacêutico.

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