A Prefeitura de Americana (SP) promulgou nesta segunda-feira (29) um decreto de situação de emergência hídrica, como resposta à crise no abastecimento de água. A medida será publicada oficialmente nesta terça-feira (30).
Segundo o município, o decreto permitirá reforçar equipes de reparos de vazamentos e ampliar o uso de caminhões-pipa, priorizando unidades de saúde, escolas e demais serviços públicos. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) informou que a captação no Rio Piracicaba segue operacional, mas o excesso de impurezas compromete o tratamento, tornando-o mais lento.
Marcos Morelli, superintendente do DAE, explicou que a estiagem prolongada obriga o uso intensificado de produtos químicos e lavagem frequente de filtros e decantadores, o que reduz a oferta efetiva de água. Os bairros mais distantes da estação de tratamento — como Praia Azul, Jardim da Paz, Parque Gramado, Jardim Novo Mundo e Jardim Zanaga — enfrentam mais intermitência. A previsão de normalização depende da retomada das chuvas.
Outras cidades da região
Em Araras, está em vigor um decreto que impõe multa para desperdício de água (R$ 555,30, dobrando no caso de reincidência) e autoriza redução da pressão nos imóveis de infratores.
Em Limeira, o município decretou emergência hídrica e passou a aplicar multa inicial de R$ 259,14 para casos de desperdício, com possibilidade de duplicar em reincidência.
Em Iracemápolis, a prefeitura proibiu o uso de água potável para limpeza durante o período de estiagem. O desperdício é considerado infração gravíssima, com multas que podem atingir R$ 3.200 em casos industriais.
Em Cordeirópolis (SP), a administração local também decretou estado de emergência hídrica e adotou medidas restritivas para conter o consumo excessivo de água, incluindo multas e fiscalização mais rígida em casos de uso não essencial do recurso.



