Um advogado foi preso em flagrante pela Polícia Civil nesta sexta-feira (9), em Araras, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Segundo a corporação, a ação resultou na apreensão de cinco armas de fogo e R$ 235.829 em dinheiro na residência da mãe do investigado.
Participaram das buscas equipes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes, da Delegacia de Investigações Gerais e do Grupo de Operações Especiais, vinculados à Delegacia Seccional de Limeira. Os mandados foram cumpridos em endereços relacionados ao suspeito.
Dinheiro estava em uma mala
De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro estava escondido em uma mala, junto com três das cinco armas apreendidas. Os policiais também recolheram munições, relógios e óculos de marcas de luxo, joias e dois HDs externos.
Entre as armas estavam um minirrevólver calibre .22, uma garrucha calibre .32, uma pistola e dois revólveres calibre .38. Conforme a relação divulgada pela polícia, a pistola estava sem numeração.
Investigação apura possível ligação com grupo criminoso
A ação é um desdobramento de uma investigação iniciada em maio de 2025, que, segundo a Polícia Civil, levou à prisão de integrantes de um grupo que incluía policiais militares e guardas civis municipais de Araras.
A corporação afirma que o grupo atuava com tráfico de drogas, homicídios encomendados, execuções de rivais, corrupção de agentes públicos e comércio clandestino de armas.
Nesse contexto, o advogado passou a ser investigado por suspeita de colaborar com o grupo. Segundo o relato policial, as apurações apontam possível participação na intermediação, guarda e comercialização ilegal de armas, além de auxílio à corrupção de agentes públicos e a atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
Origem dos valores será investigada
A Polícia Civil apura a origem do dinheiro apreendido. Para os investigadores, as circunstâncias em que os valores foram encontrados, junto às armas, e os demais elementos reunidos indicam uma possível relação com atividades criminosas.
Conforme o comunicado policial, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil de Araras acompanharam a ação.
O material apreendido foi apresentado à autoridade policial. A nota informa a prisão em flagrante, mas não especifica os delitos pelos quais ela foi formalizada. O material consultado também não apresenta a versão da defesa do investigado.



