O Brasil contabilizou 52 casos de sarampo em 2026 até o início de outubro, segundo dados do Ministério da Saúde. Do total, 41 foram registrados no estado de São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Todos são considerados importados, ou seja, relacionados a infecções adquiridas fora do país.
O cenário reforça a importância da vacinação para evitar que o vírus volte a circular de forma contínua em território nacional. A maioria dos infectados não estava imunizada, conforme as informações divulgadas sobre os casos.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Doença pode provocar complicações graves
Altamente contagioso, o sarampo é transmitido pelo ar e por secreções respiratórias. A infecção pode causar febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas que se espalham pelo corpo.
Embora muitas pessoas associem a doença à infância, ela pode atingir indivíduos de diferentes idades e provocar complicações, como pneumonia, desidratação e inflamação do cérebro. Em situações graves, pode levar à morte.
Como não existe um tratamento específico para eliminar o vírus, a vacinação é considerada a principal medida de prevenção.

Quem deve verificar a caderneta de vacinação?
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com doses em atraso procurem uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal e atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O calendário de rotina prevê a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses.
Adolescentes e adultos que não foram vacinados ou não têm certeza sobre as doses recebidas também devem buscar orientação de um profissional de saúde. A indicação e o número de doses dependem da idade e do histórico vacinal.
Casos nas Américas preocupam autoridades
O aumento das infecções por sarampo em diferentes países das Américas também preocupa autoridades sanitárias. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru estão entre os países que concentram grande parte dos registros neste ano, segundo informações citadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O Brasil recuperou, em novembro de 2024, o reconhecimento internacional de país livre da circulação endêmica do sarampo. A ocorrência de casos importados, porém, mantém a necessidade de vigilância epidemiológica e de coberturas vacinais elevadas para impedir a transmissão sustentada.
Orientação à população
Pessoas com febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse e coriza devem procurar orientação médica. Em caso de suspeita de sarampo, é importante evitar contato com outras pessoas e avisar o serviço de saúde sobre os sintomas antes de comparecer presencialmente, para reduzir o risco de transmissão.
A recomendação é conferir a caderneta de vacinação e manter as doses em dia.



