O escotismo passou a ser reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial de Araras. A medida foi aprovada pelos vereadores durante a 35ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada na noite de segunda-feira (28).
A iniciativa está prevista no Projeto de Lei nº 95/2026, de autoria da vereadora Ana Júlia Casagrande (PSD), e considera a importância histórica, educacional, social, ambiental e comunitária do movimento para o município.
De acordo com a justificativa apresentada no projeto, o escotismo está presente em Araras há aproximadamente 40 anos por meio do Grupo Escoteiro Arara Azul – 178/SP, ligado à União dos Escoteiros do Brasil e em situação regular perante a Região Escoteira de São Paulo.
A proposta destaca que, ao longo desse período, o movimento desenvolveu atividades voltadas à formação de crianças, adolescentes e jovens, utilizando o chamado Método Escoteiro. Entre os objetivos estão o desenvolvimento pessoal, a cidadania, a liderança e o protagonismo juvenil.
O que passa a ser reconhecido
O texto aprovado considera como parte do patrimônio cultural imaterial as práticas, cerimônias, conhecimentos e elementos que fazem parte da tradição escoteira e são transmitidos entre gerações.
Entre eles estão a Promessa e a Lei Escoteira, cerimônias de progressão, uniforme e identidade visual, canções, saudações, vocabulário próprio, técnicas de vida ao ar livre, simbologia e a chamada mística do movimento.
O projeto também relaciona o escotismo a ações de preservação ambiental, desenvolvimento sustentável, campanhas sociais, atividades solidárias e iniciativas de interesse público.
A formação do caráter e da cidadania por meio da educação não formal, o voluntariado, a fraternidade, o espírito de serviço à comunidade e o respeito a valores éticos, cívicos e humanitários também estão entre os aspectos contemplados pela legislação.
Reconhecimento de uma tradição local
Na justificativa, a autora afirma que a presença contínua do movimento contribuiu para a formação de diferentes gerações de ararenses, além de fortalecer vínculos familiares e comunitários e preservar práticas que fazem parte da memória coletiva da cidade.
O reconhecimento aprovado pela Câmara abrange as atividades desenvolvidas por grupos escoteiros filiados à União dos Escoteiros do Brasil, regularmente vinculados à respectiva Região Escoteira e atuantes em Araras, respeitando as normas institucionais da entidade e da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (WOSM).
Com a aprovação, o projeto segue os trâmites legais para sua publicação. O texto estabelece que a lei entre em vigor na data de sua publicação.



