A Prefeitura de Araras intensificou as orientações à população sobre a prevenção da raiva, doença viral que pode atingir mamíferos e representa risco tanto para os animais quanto para os seres humanos. A enfermidade compromete o sistema nervoso central e, após o aparecimento dos sintomas, apresenta índice de mortalidade extremamente elevado.
A principal forma de transmissão ocorre pelo contato com a saliva de animais infectados, especialmente por meio de mordidas. Arranhões e lambeduras em ferimentos ou em mucosas, como olhos, nariz e boca, também podem transmitir o vírus.
Em caso de acidente com um animal suspeito, a recomendação é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão e procurar atendimento em uma unidade de saúde. A avaliação médica deve ser feita mesmo quando a lesão for pequena ou pouco aparente, principalmente se houver envolvimento de morcegos ou outros animais silvestres. Caso seja indicado o tratamento preventivo, ele deve ser seguido até o fim.
Morcegos exigem atenção especial
Os morcegos desempenham papel importante no equilíbrio ambiental e são protegidos por lei. Por isso, não devem ser capturados, manipulados ou mortos pela população.
Situações como morcegos encontrados caídos, voando durante o dia, mortos em locais de fácil acesso ou que tenham tido contato com pessoas ou animais domésticos devem ser comunicadas ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
A orientação é manter distância do animal, impedir a aproximação de crianças e animais de estimação, isolar o local e acionar o CCZ pelo WhatsApp (19) 3544-7754.
Vacinação de cães e gatos continua sendo a principal prevenção
A imunização antirrábica de cães e gatos permanece como uma das medidas mais importantes para impedir a circulação da doença no ambiente urbano. Em Araras, a vacina é oferecida gratuitamente pelo CCZ mediante agendamento.
Além de manter a vacinação em dia, os tutores devem evitar que seus animais tenham contato com bichos desconhecidos, silvestres ou que apresentem comportamento incomum. Caso cães ou gatos sejam mordidos por morcegos ou outros animais suspeitos, o CCZ deve ser comunicado imediatamente.
Produtores rurais também devem ficar atentos
No campo, a raiva pode afetar principalmente bovinos, equinos, ovinos e caprinos. No Estado de São Paulo, o principal transmissor da doença para esses animais é o morcego hematófago (Desmodus rotundus).
Entre os sinais que podem indicar a enfermidade estão alterações de comportamento, isolamento, dificuldade para caminhar, tremores, excesso de salivação, paralisia e mortes sem causa aparente. Também merecem atenção ferimentos repetitivos provocados por morcegos, presença de sangue escorrido pelo corpo dos animais e ataques frequentes ao rebanho.
Qualquer suspeita deve ser comunicada à Defesa Agropecuária Regional de Piracicaba para que sejam adotadas as medidas sanitárias necessárias.
Canais de atendimento
- Centro de Controle de Zoonoses (CCZ): WhatsApp (19) 3544-7754 – agendamento da vacinação antirrábica, orientações sobre cães, gatos e comunicação de ocorrências envolvendo morcegos.
- Casa da Agricultura / Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura: (19) 3541-2558 – atendimento e orientação aos produtores rurais.
- Defesa Agropecuária Regional de Piracicaba: WhatsApp (19) 98274-6116 ou e-mail eda.piracicaba@sp.gov.br – comunicação de suspeitas da doença em animais de produção, ataques de morcegos hematófagos e possíveis abrigos desses animais.



