A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Apesar da alta, o impacto final será reduzido por um desconto de R$ 0,44 por litro, definido em decreto do governo federal, o que faz com que o aumento efetivo seja de cerca de R$ 0,04 por litro.
A gasolina A é o combustível puro vendido pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol anidro. Após essa mistura, ela se torna a gasolina C, que é a comercializada nos postos de combustíveis.
O subsídio faz parte de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última segunda-feira (25), que estabelece uma compensação temporária de R$ 0,44 por litro. O mecanismo será operado por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e tem validade inicial de dois meses.
Segundo o governo, a medida busca conter os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional, que vem sendo pressionado pela instabilidade geopolítica, incluindo a guerra no Oriente Médio e tensões envolvendo grandes produtores globais.
A Petrobras informou ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro, a parcela da estatal no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, o que representa um aumento residual de até R$ 0,03 por litro nas bombas.
Em nota, a companhia explicou que o reajuste já era esperado e faz parte da política de preços alinhada às condições do mercado internacional. A estatal também já havia sinalizado anteriormente a possibilidade de reajustes caso houvesse mudanças tributárias ou compensações ao setor.
O aumento no petróleo no mercado global é reflexo da instabilidade geopolítica, com impacto na oferta da commodity. O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a registrar alta significativa nas últimas semanas, influenciado por tensões no Oriente Médio e oscilações na oferta global.



