23/04/2026
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Operação Fictus cumpre mandados e apura grupo suspeito de fraudar Pix; um foi preso em Araras

Uma ação integrada das forças de segurança de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Fictus, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes bancárias por meio de falsas comunicações de crimes e contestação indevida de transferências via Pix.

A operação reúne a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9), a Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 9 (Deinter-9), além do apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba.

Ao todo, estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão (42 em Limeira, 1 em Araras e 1 em Campinas), expedidos pelo Juízo das Garantias de Piracicaba.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, os suspeitos registravam boletins de ocorrência falsos, principalmente de roubos que nunca aconteceram. Após o registro fraudulento, utilizavam os documentos para contestar transferências realizadas via Pix e solicitar o estorno dos valores junto às instituições financeiras.

A prática teria causado prejuízos ao sistema bancário e permitido ganhos ilícitos aos investigados.

Entre os crimes apurados estão falsa comunicação de crime e estelionato.

Impacto na segurança pública

De acordo com as autoridades, os registros falsos também afetavam diretamente os indicadores criminais da região, provocando aumento artificial nos índices de roubo.

Esse tipo de fraude compromete o planejamento operacional das forças policiais, já que a distribuição do efetivo é baseada em análises estatísticas. Com dados distorcidos, equipes podem ser deslocadas para áreas onde os crimes não ocorreram, enquanto regiões com demanda real ficam sem reforço adequado.

Integração entre forças policiais

As corporações destacaram a importância da atuação conjunta no combate ao crime organizado e reforçaram que a falsa comunicação de ocorrências é crime, além de causar prejuízos à eficiência do serviço público e ao uso correto dos recursos de segurança.

O comandante do CPI-9, coronel PM Cleotheos Sabino de Souza Filho, ressaltou o compromisso das instituições no enfrentamento a fraudes que impactam tanto a economia quanto a segurança da população.

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