A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma adolescente de 15 anos ocorrida no último sábado (3), após a ingestão de uma bebida alcoólica que pode ter sido adulterada. A bebida teria sido comprada em uma adega localizada na zona leste da capital paulista.
Na segunda-feira (5), equipes da polícia realizaram uma operação no estabelecimento indicado e apreenderam bebidas destiladas, além de 17 caixas de fogos de artifício. O proprietário da adega foi preso por ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, além da morte da adolescente, outros quatro óbitos estão sob investigação em diferentes regiões do estado por suspeita de intoxicação por metanol. Até o momento, foram confirmados 51 casos de ingestão da substância em São Paulo, com 11 mortes registradas.
Casos na Bahia
O caso reacende o alerta após a morte do empresário Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, registrada na última sexta-feira (2), em Salvador (BA). Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia, ele estava internado no Hospital Couto Maia, mas não resistiu às complicações causadas pela intoxicação por metanol.
Na capital baiana, ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após consumirem bebidas alcoólicas contaminadas. A Secretaria de Saúde informou que quatro pacientes internados no Hospital Geral Santa Tereza receberam alta após evolução clínica favorável. Outras três vítimas foram transferidas para Salvador, sendo que duas permanecem internadas.
As investigações indicam que seis das vítimas ingeriram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius não participou do evento, mas teria comprado bebida alcoólica no mesmo depósito um dia antes da comemoração, sendo a primeira pessoa a apresentar sintomas de intoxicação.
Em nota, a Secretaria da Saúde da Bahia destacou que a rápida assistência às vítimas, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura, além da disponibilidade do antídoto, foi fundamental para a recuperação dos pacientes que receberam alta médica.




