O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato por excesso de faltas, usou as redes sociais nesta sexta-feira (2) para criticar a determinação da Polícia Federal que exige seu retorno ao cargo de escrivão, função para a qual é concursado.
Em publicação, Eduardo afirmou que não abriu mão dos privilégios parlamentares para se submeter, segundo ele, “aos caprichos dos bajuladores de tiranos” que comandariam a corporação. Em tom crítico, o ex-parlamentar fez uma referência à polícia secreta da Alemanha nazista ao declarar que não trocaria sua “honra” pela “burocracia pública”, afirmando ainda que “a Gestapo pode fazer o que bem entender” com seu concurso.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e, caso não se reapresente à Polícia Federal, pode ser demitido do serviço público.
Ele estava afastado das funções na PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados, mas perdeu o cargo em 18 de dezembro de 2025 após ultrapassar o limite de ausências permitido pela Constituição. Ao longo de cerca de dez meses, acumulou 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas do plenário.
Durante o período em que atuou como deputado federal, Eduardo não recebiu salário como escrivão da Polícia Federal. Com a perda do mandato, o retorno à instituição é necessário para voltar a receber remuneração como servidor público.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no estado de Rondônia, e permaneceu no cargo até 2015, quando foi eleito deputado federal.




