06/03/2026
Destaque Econonia Política

Projeto rejeitado pela Câmara de Araras reajustava taxa para empresas, comércios e até pessoas físicas

A Câmara Municipal rejeitou o Projeto de Lei Complementar nº 17/2025 (baixe aqui o PDF), de autoria do Executivo, que previa mudanças significativas na forma de cobrança da Taxa de Licença dos estabelecimentos sujeitos à Vigilância Sanitária Municipal. A proposta alterava o Código Tributário do Município e, na prática, promovia um reajuste que atingiria empresas de todos os portes, comerciantes e até pessoas físicas.

O texto estabelecia que o valor da taxa passaria a ser calculado com base na Tabela do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, adotando percentuais distintos conforme o tipo de contribuinte:

– Pessoa física: pagamento de 5% do valor estadual de referência;

– Microempresas (ME): 40% do valor da tabela;

– Empresas de Pequeno Porte (EPP): 60% do valor;

– Demais empresas (LTDA e similares): 100% do valor integral definido pelo Estado.

A cobrança seria feita em parcela única, no momento da solicitação da licença sanitária — seja para abertura do estabelecimento, renovação anual ou alteração cadastral.

Quem seria impactado

O projeto abrangia uma ampla gama de atividades econômicas e profissionais, incluindo indústrias, comércio atacadista e varejista, bares, restaurantes, padarias, farmácias, clínicas médicas e odontológicas, laboratórios, transportadoras, além de prestadores de serviços de saúde e pessoas físicas que exercem atividades sujeitas à fiscalização sanitária.

Na prática, pequenos comerciantes e profissionais autônomos também seriam alcançados, ainda que com percentuais reduzidos, o que gerou preocupação principalmente entre microempreendedores.

Qual seria o impacto financeiro

De acordo com a tabela anexa ao projeto, os valores de referência estaduais variam conforme o grau de risco e o tipo de atividade, podendo chegar a mais de R$ 4 mil em alguns casos. Mesmo com a aplicação de percentuais menores para ME, EPP e pessoas físicas, o reajuste representaria aumento real em relação aos valores atualmente praticados no município.

Outro ponto sensível era a previsão de que, a partir de 2027, os valores passariam a ser atualizados anualmente pelo IPCA-E, índice oficial de inflação, o que garantiria reajustes automáticos ano a ano.

Por que o projeto foi rejeitado

O projeto foi rejeitado por maioria de votos na última sexta-feira (19), com uma crítica contundente por parte do presidente da Cãmara Munciiapal Rodrigo Soares, já que haveria impacto financeiro direto para comerciantes e vários setores da economia, onde parte dos custos poderiam ser repassados aos preços de produtos e serviços.

Com a rejeição do projeto pela Câmara, as regras atuais de cobrança da taxa de licença sanitária permanecem inalteradas, evitando, ao menos por enquanto, o aumento dos valores para empresas, comerciantes e pessoas físicas no município.

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