06/03/2026
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Violência sobe no ranking e já é a segunda maior preocupação dos brasileiros, aponta Datafolha

A violência voltou a ganhar destaque entre as maiores inquietações da população brasileira. Pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (13) aponta que 16% dos entrevistados consideram a segurança pública o principal problema do país, ficando atrás apenas da saúde, mencionada por 20%.

A economia, que liderava o ranking até abril, quando era citada por 22% dos participantes, recuou para a terceira posição e passou a ser mencionada por 11%.

O levantamento foi realizado de forma presencial entre os dias 2 e 4 de dezembro, com 2.002 pessoas ouvidas em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dados do Datafolha indicam que a saúde permanece como uma preocupação constante, oscilando entre 20% e 22%. Já a economia, que chegou ao topo das preocupações em março de 2024, perdeu relevância ao longo do segundo semestre, encerrando dezembro na faixa de 10% a 11%.

A segurança pública, por sua vez, registrou um pico em setembro, quando alcançou cerca de 22%, mas recuou para 16% na pesquisa mais recente. O movimento indica uma mudança gradual do foco da população, que sai das questões econômicas e passa a demonstrar maior apreensão com a violência, enquanto a saúde segue como um problema estrutural persistente. As variações observadas, no entanto, estão dentro da margem de erro do estudo.

A pesquisa também evidencia diferenças entre homens e mulheres. Entre os homens, a violência aparece como a principal preocupação: 18% apontam a segurança pública como o maior problema, superando a saúde. O dado sugere uma percepção mais imediata da insegurança no cotidiano masculino.

Entre as mulheres, o cenário é distinto. A saúde lidera com folga, citada por 26% das entrevistadas, seguida pela violência, com 13%, e pela economia, com 11%. O resultado indica maior peso atribuído ao bem-estar e ao acesso a serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde e educação.

Na sequência, educação e desemprego são mencionados por 8% cada um. Corrupção e fome aparecem com 6%, desigualdade social com cerca de 5%, impostos com 1% e política não foi citada como principal problema por nenhum dos entrevistados. Outros temas somaram 8% das respostas.

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