O governo federal confirmou que o salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026. O reajuste segue a política de valorização do piso nacional, que combina a inflação medida pelo INPC acumulado em 12 meses até novembro e o crescimento do PIB de dois anos anteriores.
Pela regra atual, o aumento para 2026 considera a inflação acumulada e um ganho real limitado a 2,5%, teto estabelecido pelo arcabouço fiscal. Com isso, o valor representa um incremento total de 6,79% sobre os R$ 1.518 pagos em 2025, o que significa R$ 103 a mais no bolso do trabalhador.
O Ministério do Planejamento informou que a alta do PIB de 2024, estimada em 3,4%, permitiu a aplicação do reajuste real máximo previsto na lei. Já a inflação, que ficou abaixo do esperado, contribuiu para que o valor final fosse menor do que as projeções iniciais de orçamento, que apontavam para R$ 1.631.
O novo salário mínimo impacta diretamente trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais que utilizam o piso nacional como referência. Cada real acrescido no salário mínimo gera aumento de aproximadamente R$ 420 milhões nas despesas obrigatórias do governo, o que representa, neste caso, uma elevação estimada em mais de R$ 43 bilhões para 2026.
O reajuste será aplicado a partir da folha de pagamento de fevereiro, referente ao trabalho realizado em janeiro.



