06/03/2026
Destaque Saúde

Exclusivo: Saúde investiga suspeita de sarampo em Araras

A Secretaria Municipal de Saúde investiga um caso suspeito de sarampo em Araras envolvendo uma funcionária da equipe de limpeza de uma escola da cidade. A unidade de ensino já comunicou os pais e responsáveis sobre a situação e informou que a colaboradora tinha pouco contato direto com os alunos.

Segundo a Secretaria de Saúde, o material coletado foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz, e o resultado deve ser divulgado em um prazo de 10 a 15 dias. “Não temos a confirmação ainda”, destacou a pasta.

Enquanto aguarda o laudo, a equipe epidemiológica realizou uma ação de bloqueio na escola, na família da funcionária e em todas as pessoas que tiveram contato com ela. Ao todo, cerca de 400 vacinas foram aplicadas. A cobertura vacinal foi realizada dentro do prazo recomendado de 72 horas após a notificação.

A orientação do setor de saúde é para que quem ainda não se vacinou permaneça em observação e procure o Pronto-Socorro caso apresente sintomas suspeitos. No comunicado enviado às famílias, a escola informou que a vacinação preventiva está sendo realizada no próprio local e que os alunos só poderão ser imunizados mediante autorização por escrito e apresentação da carteira de vacinação.

Saiba mais detalhes com o repórter Gil Zaniboni 


O que é sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa grave e altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar. O vírus pode permanecer ativo no ambiente por até duas horas, o que facilita a disseminação. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso. A doença pode gerar complicações como pneumonia, diarreia grave, infecções de ouvido e, em casos raros, encefalite, podendo levar à morte, sobretudo em crianças não vacinadas.

O sarampo estava erradicado no Brasil?

O Brasil recebeu, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde, após anos sem circulação contínua do vírus. No entanto, o país perdeu o certificado em 2019 devido à queda na cobertura vacinal e ao aumento de casos importados, o que possibilitou o retorno da transmissão. Desde então, o Brasil registra casos esporádicos ou surtos localizados, reforçando a importância da vacinação e das ações rápidas de bloqueio — como a realizada em Araras — para impedir a disseminação da doença.

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