A prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (18), e a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central devem repercutir diretamente em Araras devido aos investimentos do regime próprio de previdência do município. De acordo com informações do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP), ao menos cinco institutos de previdência municipais aplicaram, juntos, cerca de R$ 218 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master. No caso de Araras, a Araprev aparece entre as autarquias com maior exposição, com aproximadamente R$ 29 milhões investidos na instituição financeira.
O alerta do MPC-SP destaca que esses recursos foram aplicados em instrumentos financeiros que não contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), elevando o risco de perdas, especialmente após a liquidação extrajudicial. Com a medida, os títulos deixam de ter resgate regular e passam a integrar o processo conduzido pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, o que pode alongar prazos e gerar incertezas quanto ao valor a ser recuperado.
A Procuradoria do MPC-SP também protocolou representações no Tribunal de Contas para que os gestores dos regimes próprios de previdência detalhem quais providências estão sendo tomadas diante do cenário, inclusive sobre eventual venda de ativos no mercado secundário ou estratégias de mitigação de risco.
A reportagem do RCA1 entrou em contato com a Prefeitura de Araras e aguarda posicionamento sobre os possíveis impactos da liquidação do Banco Master no patrimônio previdenciário do município.



