07/03/2026
Polícia

Menina de 14 anos ateia fogo em apartamento por não aguentar mais cuidar dos irmãos; bebê de 11 meses morreu

Uma adolescente de 14 anos foi apreendida após confessar que ateou fogo no apartamento da família no bairro Cantagalo, no Guarujá, litoral de São Paulo, resultando na morte da irmã de 11 meses e deixando o irmão de 2 anos em estado grave. O caso ocorreu na tarde de segunda-feira, 14 de julho de 2025. De acordo com a Polícia Civil, a jovem relatou que estava cansada de cuidar sozinha dos irmãos mais novos durante o período de férias escolares e decidiu cometer o crime de forma premeditada.

Segundo as investigações, a adolescente aproveitou o momento em que os irmãos dormiam para iniciar o incêndio. Ela colocou fogo em um carpete na sala, abriu o registro de gás e trancou a porta do apartamento antes de fugir. A perícia constatou que a ação foi planejada, uma vez que, antes de atear fogo, a jovem pesquisou na internet quanto tempo um botijão de gás demoraria para explodir.

As chamas rapidamente tomaram conta do imóvel, localizado no quarto andar do edifício. A bebê de 11 meses morreu asfixiada pela fumaça antes da chegada do resgate, enquanto o menino de 2 anos foi socorrido em estado grave e encaminhado à UTI pediátrica do Hospital Santo Amaro. Ele permanece internado sob cuidados intensivos.

A adolescente foi localizada pela Polícia Militar logo após o crime e, em depoimento, demonstrou frieza e ausência de arrependimento, segundo informou o delegado responsável pelo caso. A jovem afirmou que não aguentava mais a responsabilidade de cuidar dos irmãos, função que lhe era atribuída com frequência pelos responsáveis. O delegado destacou que a menina se mostrou articulada e consciente do que havia feito.

O caso foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio. A Vara da Infância e Juventude determinou a internação provisória da adolescente, que permanecerá à disposição da Justiça enquanto o processo tramita. A Prefeitura do Guarujá informou que está prestando apoio psicológico e social à família, além de acompanhar a situação do irmão sobrevivente.

As autoridades agora aguardam a conclusão da perícia e do laudo psicológico da adolescente para avaliar as condições em que o crime foi cometido e se há indícios de distúrbios psicológicos ou transtornos psiquiátricos que possam ter influenciado sua conduta.

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