O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta médica na manhã deste domingo (4) após passar 23 dias internado no hospital DF Star, em Brasília. Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência em 13 de abril para desobstrução intestinal e reconstrução da parede abdominal, em decorrência das sequelas da facada sofrida em 2018, durante a campanha eleitoral.
A cirurgia durou cerca de 12 horas e foi considerada uma das mais complexas enfrentadas por Bolsonaro desde o atentado. O ex-presidente permaneceu 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde apresentou evolução clínica satisfatória, retomando a alimentação oral e realizando fisioterapia motora intensiva.
Ao deixar o hospital, Bolsonaro agradeceu às orações e ao apoio que recebeu durante o período de internação. “Volto para casa renovado”, declarou em mensagem publicada nas redes sociais. Ele também fez menção à equipe médica liderada pelo cirurgião Cláudio Birolini, que o acompanha desde 2018.
Apesar das recomendações médicas para evitar aglomerações e manter repouso por pelo menos quatro semanas, Bolsonaro já anunciou a intenção de participar da chamada “Marcha Pacífica da Anistia Humanitária”, marcada para esta terça-feira (7), em Brasília. O ato tem como objetivo pressionar o Congresso Nacional pela aprovação de uma proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Durante o período em que esteve internado, o ex-presidente foi intimado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a prestar esclarecimentos no inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado. A notificação, recebida enquanto ele ainda estava na UTI, gerou críticas de aliados e protestos de apoiadores.
O médico responsável pelo procedimento reforçou que o quadro de Bolsonaro ainda inspira cuidados e que o cumprimento das orientações médicas será essencial para garantir uma recuperação plena.
Com a alta, Bolsonaro retoma sua agenda política em meio a pressões judiciais e articulações de sua base aliada, em um momento decisivo para seu futuro político.



