06/03/2026
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30 anos sem Mamonas Assassinas: o fenômeno que marcou gerações e continua vivo na memória do Brasil

Há 30 anos, o Brasil perdia de forma trágica um dos maiores fenômenos da música nacional. Em 2 de março de 1996, os cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas morreram em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo, quando retornavam de um show em Brasília. O grupo, que havia conquistado o país em poucos meses, deixou um legado que atravessa gerações.

Formada em Guarulhos, na Grande São Paulo, a banda era composta por Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra), Júlio Rasec (teclados), Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria). Carismáticos, irreverentes e com um humor escrachado, os músicos criaram um estilo único que misturava rock, pop, forró, heavy metal e paródia.

O sucesso foi meteórico. Em 1995, o álbum de estreia “Mamonas Assassinas” vendeu mais de três milhões de cópias no Brasil em menos de um ano. A banda dominava rádios, programas de televisão e apresentações lotadas pelo país.

Entre os maiores sucessos estão “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Robocop Gay”, “1406”, “Mundo Animal” e “Bois Don’t Cry”. As músicas combinavam humor, crítica social e personagens caricatos, sempre acompanhadas de performances divertidas e figurinos extravagantes.

Uma curiosidade é que antes de adotarem o nome Mamonas Assassinas, o grupo se chamava Utopia e tinha um estilo musical mais sério. A mudança de nome e de proposta veio após perceberem que as músicas humorísticas faziam muito mais sucesso com o público.

Outro detalhe marcante era o improviso e a espontaneidade de Dinho nos shows e entrevistas, que ajudaram a transformar a banda em um fenômeno cultural. A química entre os integrantes e o estilo irreverente conquistaram públicos de todas as idades.

Na noite de 2 de março de 1996, o avião Learjet 25D que transportava a banda se aproximava para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Após uma primeira tentativa de pouso, a aeronave precisou realizar uma arremetida — procedimento padrão quando o piloto interrompe a aproximação para tentar um novo alinhamento com a pista.

Durante essa manobra, a aeronave acabou colidindo com a Serra da Cantareira. Todos os nove ocupantes morreram no acidente.

A investigação conduzida pelo então Ministério da Aeronáutica apontou que o acidente ocorreu devido a uma combinação de fatores, principalmente desorientação espacial do piloto durante a arremetida e falhas de percepção da altitude e da posição da aeronave. O relatório também analisou as comunicações com a torre de controle, mas não apontou erro determinante do controle de tráfego aéreo. As conversas indicam que os controladores autorizaram os procedimentos normalmente.

Mesmo com uma carreira que durou poucos meses no auge, os Mamonas Assassinas se tornaram um dos maiores fenômenos da música brasileira. Três décadas depois, suas músicas continuam sendo tocadas, cantadas e lembradas por quem viveu aquela época — e também por novas gerações que descobriram o humor e a irreverência dos “meninos de Guarulhos”.

 

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