Nesta sexta-feira (11), o mundo relembra os 25 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, que deixaram 2.977 mortos nos Estados Unidos e mudaram os rumos da segurança internacional.
Naquela manhã, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da organização terrorista Al-Qaeda. Duas aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York; outra foi lançada contra o Pentágono; e a quarta caiu na Pensilvânia após passageiros reagirem aos sequestradores.
O que mudou após os ataques
O atentado provocou uma transformação na segurança dos aeroportos, com inspeções mais rigorosas, restrições de acesso às áreas de embarque, reforço das portas das cabines e maior controle de passageiros e bagagens. Os Estados Unidos também criaram a Administração de Segurança dos Transportes e o Departamento de Segurança Interna, que reuniu 22 órgãos federais.
A tragédia deu início à chamada “Guerra ao Terror”. Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão em 2001 e o Iraque em 2003, embora nenhuma ligação direta entre o governo iraquiano e os atentados tenha sido comprovada. Leis de vigilância e o compartilhamento de informações entre os serviços de inteligência também foram ampliados.
Reconstrução e memória
No local onde ficavam as Torres Gêmeas foram construídos dois grandes espelhos d’água com os nomes das vítimas. O espaço abriga ainda o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro e o One World Trade Center, inaugurado em 2014.
Além das mortes ocorridas no dia dos ataques, milhares de sobreviventes e socorristas desenvolveram doenças relacionadas à poeira tóxica liberada pelo desabamento. Após 25 anos, o 11 de setembro permanece como símbolo de luto e de uma transformação profunda na política, na segurança e nas relações internacionais.




