Uma declaração do vereador Josuel da Conceição (PSD), de Monte Mor, no interior de São Paulo, provocou repercussão nas redes sociais após o parlamentar defender que empresários demitissem trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No vídeo original, publicado nas redes sociais e posteriormente apagado, o vereador afirmou que proprietários de empresas, indústrias e estabelecimentos comerciais deveriam dispensar funcionários petistas. Em um dos trechos, declarou: “Rua para quem votou no Lula. Rua e pronto”.
A manifestação foi divulgada na terça-feira (27), em meio à repercussão política do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
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Vereador reconhece erro e pede perdão
Após a repercussão negativa, Josuel publicou um novo vídeo, com mais de seis minutos de duração, no qual se desculpou pelas declarações anteriores.
O parlamentar afirmou que falou no calor da emoção e reconheceu que não deveria ter feito aquele comentário. Também pediu perdão às pessoas que se sentiram ofendidas e declarou que, se pudesse voltar atrás, não teria publicado o conteúdo.
Na retratação, o vereador voltou a mencionar sua fala sobre a demissão de trabalhadores que apoiaram Lula e reconheceu que a atitude foi inadequada.
Câmara Municipal se posiciona
Em nota, a Câmara Municipal de Monte Mor informou que não concorda com o conteúdo da publicação. O Legislativo ressaltou que a manifestação foi individual e não representa o posicionamento institucional da Casa, que afirma defender os princípios democráticos e a legalidade.
A Câmara acrescentou que uma eventual apuração do episódio poderá ocorrer conforme o Regimento Interno, caso haja provocação formal.
Possíveis desdobramentos
O caso também levantou questionamentos sobre eventuais medidas relacionadas às declarações do parlamentar. Conforme informações divulgadas pela imprensa, o Ministério Público de São Paulo foi consultado sobre a existência de possíveis investigações, mas não havia respondido até a publicação da reportagem original.
Na mesma ocasião, a Polícia Civil informou que não havia registro de denúncias relacionadas às declarações do vereador.
A repercussão reacende o debate sobre a liberdade de posicionamento político e os limites de manifestações que associam a preferência eleitoral dos trabalhadores à manutenção de seus empregos.



