A vazão do Rio Mogi Guaçu atingiu, na manhã desta segunda-feira (09), o maior pico dos últimos dez anos em Cachoeira de Emas, distrito de Pirassununga. De acordo com medições da Usina Aratu Geração S.A., o volume chegou a 972 metros cúbicos por segundo (m³/s) às 11h30, o ponto mais alto do período de monitoramento recente.
O aumento expressivo da vazão é atribuído às fortes chuvas registradas na região ao longo do último fim de semana, que impactaram diretamente o nível do Rio Mogi Guaçu. Apesar do pico elevado ao longo do dia, a média diária de vazão ficou em 712 m³/s, ainda acima dos padrões considerados habituais.
Já nesta terça-feira (10), às 10h, a medição apontou 815 m³/s, mantendo o rio em patamar elevado. Segundo o levantamento histórico da usina, vazões médias diárias acima de 700 m³/s não eram registradas desde fevereiro de 2022. Marcas superiores a 900 m³/s de média diária, por sua vez, não ocorriam desde janeiro de 2016, o que reforça a relevância do volume observado na segunda-feira.
Os dados evidenciam uma elevação significativa no fluxo do rio na região de Cachoeira de Emas, tradicional ponto de monitoramento hidrológico. O acompanhamento das vazões segue sendo realizado pela Usina Aratu Geração S.A., responsável pelas medições no local.


