Jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) terão mais tempo para se imunizar. O Ministério da Saúde prorrogou a campanha de resgate desse público até o dia 31 de dezembro de 2026, ampliando a oportunidade para quem perdeu a vacinação na idade recomendada.
A vacina é considerada a principal estratégia para prevenir a infecção pelo HPV, vírus sexualmente transmissível que pode causar diversos tipos de câncer e outras doenças. Especialistas destacam que a imunização, aliada ao uso de preservativos, é a forma mais eficaz de reduzir a transmissão do vírus e suas complicações.
Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, a eficácia da vacina já foi comprovada em diversos países que adotaram a imunização há mais tempo. De acordo com ele, esses locais registraram uma redução significativa nos casos de câncer relacionados ao HPV, especialmente o câncer do colo do útero, objetivo que integra a estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da doença.
O HPV possui mais de 200 tipos diferentes. Alguns são classificados como oncogênicos, por estarem associados ao desenvolvimento de cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e outras regiões do corpo. Já os tipos não oncogênicos costumam provocar verrugas genitais, conhecidas como condilomas.
A vacinação faz parte do calendário nacional e é indicada rotineiramente para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A prorrogação da campanha busca alcançar adolescentes e jovens que não foram imunizados na faixa etária prevista.
Além do público entre 15 e 19 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece a vacina para grupos com condições especiais, como pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes em tratamento oncológico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.
A imunização pode ser realizada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais postos de vacinação do SUS. As autoridades de saúde reforçam a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, já que a proteção oferecida pela vacina contribui para reduzir a circulação do vírus e prevenir doenças graves ao longo da vida.



