A Universidade Villanova, na Pensilvânia, foi palco de uma tarde de pânico na quinta-feira (21) após a circulação de um falso alerta de atirador ativo em seu campus. O episódio teve início por volta das 16h30, quando uma chamada ao serviço de emergência 911 informou que um homem armado com um fuzil de assalto havia disparado dentro da Faculdade de Direito, supostamente deixando uma pessoa ferida. A informação levou o sistema de segurança da instituição a disparar mensagens de alerta orientando estudantes e funcionários a se trancarem em locais seguros.
O aviso ocorreu durante uma cerimônia de recepção de calouros, o que ampliou a sensação de desespero. Relatos dão conta de correria, cadeiras derrubadas e famílias em busca de abrigo em meio ao clima de caos. Agentes de segurança chegaram rapidamente ao local e realizaram uma varredura minuciosa em todo o campus. Por volta das 18h, as autoridades confirmaram que não havia atirador, vítimas ou armas no local, classificando o caso como um boato.
O presidente da universidade, padre Peter M. Donohue, lamentou o ocorrido e descreveu a situação como um “cruel hoax”. O promotor distrital de Delaware County, Jack Stollsteimer, afirmou que o episódio está sendo tratado como um possível caso de “swatting”, prática criminosa em que falsas ameaças são feitas para provocar resposta policial em larga escala. O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, condenou a situação e determinou que a polícia estadual utilize todos os recursos necessários para identificar e responsabilizar os autores.
Apesar do pânico e da mobilização policial, ninguém ficou ferido. As atividades acadêmicas foram retomadas após a liberação do campus, mas o episódio reacendeu debates sobre segurança em instituições de ensino e o impacto psicológico de ameaças falsas sobre alunos e familiares.

