Um forte terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região da Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, na noite de segunda-feira (29), provocando alertas de tsunami para diversas áreas do Oceano Pacífico, incluindo Japão, Havaí, Alasca e a costa oeste dos Estados Unidos. Ondas de até 4 metros foram registradas em Severo-Kurilsk, na Rússia, forçando a evacuação de mais de 2 mil pessoas. Ainda não há relatos de vítimas fatais, mas danos estruturais e ferimentos leves foram confirmados.
No Japão, a Agência Meteorológica emitiu alertas para 13 províncias costeiras, incluindo Hokkaido e Fukushima, com evacuação de cerca de 900 mil pessoas. Ondas de até 60 centímetros foram registradas, e as autoridades mantêm o alerta para possíveis novas ondas, que podem chegar a 3 metros em algumas regiões. A usina nuclear de Fukushima também foi evacuada preventivamente.
Nos Estados Unidos, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu avisos para o Havaí, onde ondas de 1 a 2 metros atingiram áreas costeiras, acionando sirenes de emergência em todo o arquipélago. O governador afirmou que, apesar do susto, não houve registro de grandes danos. Na Califórnia, ondas menores foram observadas em cidades como Crescent City e Monterey, e as autoridades locais recomendaram que a população evitasse praias e portos até segunda ordem.
Outros países do Pacífico, como Canadá, México, Filipinas, Taiwan, Equador e Chile, também emitiram alertas de tsunami, embora sem impactos relevantes até o momento. A NOAA e o USGS informaram que há possibilidade de réplicas nas próximas horas, algumas podendo ultrapassar magnitude 7.
Este foi o terremoto mais intenso na região de Kamchatka desde 1952 e o segundo maior evento sísmico com risco de tsunami desde o desastre de Tōhoku, no Japão, em 2011. As autoridades permanecem em alerta e pedem que a população costeira siga as orientações de segurança enquanto os riscos não forem descartados.


