A nova proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Araras foi rejeitada por unanimidade pelos servidores municipais em assembleia realizada nesta quarta-feira (11). Com a decisão, a categoria aprovou a continuidade da greve.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindsepa), o governo acrescentou 0,59% ao índice de 4,41% referente à inflação já apresentado anteriormente, totalizando 5% de reajuste. A proposta também manteve o valor do vale-alimentação em R$ 500.
Ainda segundo o sindicato, a administração municipal se comprometeu a disponibilizar aos trabalhadores a lista de médicos e clínicas credenciados ao plano de saúde. Mesmo assim, a oferta foi considerada insuficiente pela categoria.
Representantes da Prefeitura e do sindicato haviam se reunido na manhã desta quarta-feira para discutir a pauta de reivindicações. Durante o encontro, o governo também afirmou ter assumido o compromisso de concluir até o fim deste ano o Plano de Carreira dos servidores municipais.
Uma nova reunião ficou marcada para sexta-feira (13), com a participação da empresa responsável pelo convênio médico, para apresentação de informações sobre a operacionalização do serviço, rede credenciada e funcionamento previsto a partir de 16 de março.
A Prefeitura solicitou ainda o cumprimento da decisão judicial que determina a manutenção de ao menos 70% dos servidores em atividade durante a paralisação, além do funcionamento integral do SAMU e da Guarda Municipal. A medida prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
Segundo a administração, o entendimento apresentado na decisão considera que os serviços públicos têm caráter essencial, incluindo áreas como educação, saúde e coleta de lixo. A gestão demonstrou preocupação com os impactos da greve, especialmente para cerca de 12 mil alunos da rede municipal.
O sindicato informou que seguirá a determinação judicial e orientou, desde o início da paralisação, que os servidores que atuam em serviços essenciais permaneçam trabalhando.


