Servidores públicos municipais de Araras (SP) que realizam tratamentos contra o câncer e sessões de hemodiálise passaram a enfrentar transtornos desde a mudança do plano de saúde da categoria. A alteração, que entrou em vigor no último domingo (20), fará com que pacientes tenham de viajar até Campinas — cerca de uma hora de distância — para continuar os procedimentos médicos.
A Prefeitura firmou um contrato emergencial de R$ 17,6 milhões com a operadora Salusmed, com validade de seis meses e previsão de 20 dias para adaptação do novo sistema. Durante esse período, diversos servidores relataram cancelamentos e interrupções de cirurgias e terapias essenciais.
Entre os casos citados pela reportagem do G1 São Carlos e Araraquara, está o do servidor Daniel Alves da Cruz, diagnosticado com câncer no reto, que teve a cirurgia desmarcada após o encerramento do convênio anterior, mantido pela São Luiz Saúde. Outra servidora, Desyrre Giust, monitora diagnosticada com câncer de mama, ficou sem realizar sessões de imunoterapia.
A Salusmed informou que tentou manter os atendimentos em Araras por meio de parceria com a Santa Casa, mas que o hospital teria recusado o acordo “por questões políticas e comerciais”. A Santa Casa, em nota, rebateu, afirmando que a empresa alegou possuir rede própria e não demonstrou interesse em firmar contrato.
A Prefeitura declarou que, “nos próximos dias”, o atendimento será transferido para uma nova clínica de referência localizada a 20 minutos da cidade e que também estuda a criação de um ambulatório de hemodiálise municipal.


