O Estado de São Paulo passa a contar com uma nova política voltada à inclusão cultural de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Foi sancionada nesta quarta-feira (4) a lei que obriga os cinemas paulistas a disponibilizarem sessões especiais adaptadas para crianças e adolescentes com TEA, além de seus familiares.
A legislação estabelece que cada complexo de cinema deverá realizar ao menos uma exibição por mês com condições adequadas ao público neurodivergente, respeitando critérios técnicos pensados para minimizar estímulos sensoriais excessivos. As empresas do setor terão prazo de até 60 dias para se adequarem às novas exigências.
Entre as adaptações previstas estão o uso de luz ambiente suave durante o filme, som em volume mais baixo, permissão para que o público se movimente livremente na sala e sinalização visível indicando que a sessão é adaptada, por meio do símbolo internacional do autismo.

A proposta foi apresentada pelos deputados estaduais Andréa Werner (PSB), Rafael Zimbaldi (Cidadania) e Paulo Corrêa Jr. (PSD) e, segundo o governo paulista, faz parte de um conjunto de iniciativas coordenadas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com foco na ampliação do acesso à cultura e na promoção da inclusão social em todo o estado.