Os salários dos principais cargos políticos do Brasil chegam a R$ 46.366,19 por mês. Esse é o subsídio bruto pago ao presidente da República, aos senadores e aos deputados federais.
Os valores variam conforme o cargo. No caso de governadores e deputados estaduais, a remuneração é definida pelas Assembleias Legislativas e pode mudar de um estado para outro.
Os números apresentados são os valores vigentes ou as referências oficiais mais recentes disponíveis até setembro de 2026 e correspondem ao salário bruto, antes dos descontos de Imposto de Renda, Previdência e outras deduções.
Presidente recebe R$ 46,3 mil
O presidente da República recebe R$ 46.366,19 por mês. O valor passou a valer em fevereiro de 2025 e permanece como referência em 2026.
Depois dos descontos obrigatórios, o pagamento líquido fica em torno de R$ 33,8 mil, mas pode variar conforme as deduções aplicadas em cada mês.
Considerando 12 pagamentos, a remuneração bruta soma R$ 556.394,28 por ano.
O valor mensal equivale a aproximadamente 28,6 salários mínimos de 2026, atualmente fixado em R$ 1.621.
O presidente também conta com estrutura custeada pelo governo para o exercício do cargo, incluindo residência oficial, segurança, transporte e viagens oficiais. Esses recursos não são incorporados diretamente ao salário.
Senadores e deputados federais
Senadores e deputados federais também recebem R$ 46.366,19 brutos por mês. O valor foi confirmado pelo Portal da Transparência do Senado nos dados referentes ao fim de 2025 e continua vigente em 2026.
Além do salário, os parlamentares contam com recursos destinados ao exercício do mandato, como verba para contratação de assessores, imóveis funcionais ou auxílio-moradia e cota parlamentar.
Na Câmara dos Deputados, o auxílio-moradia é de R$ 4.253 para quem não ocupa apartamento funcional. A cota parlamentar varia conforme o estado de origem e pode ultrapassar R$ 50 mil mensais.
Esses recursos não são incorporados ao salário. Eles devem ser utilizados em despesas relacionadas ao mandato, como passagens, combustível, telefonia, hospedagem e divulgação da atividade parlamentar.
Deputados e senadores também têm direito a uma ajuda de custo equivalente a um subsídio no início e no fim do mandato, destinada às despesas de mudança e transporte para Brasília.
Deputados estaduais podem receber até R$ 34,7 mil
A Constituição Federal estabelece que o salário dos deputados estaduais pode chegar a, no máximo, 75% do subsídio pago aos deputados federais.
Com isso, o teto atual é de R$ 34.774,64 por mês.
O valor representa:
- R$ 11.591,55 a menos que o salário de um deputado federal;
- diferença de 25% em relação ao subsídio federal;
- aproximadamente 21,5 salários mínimos de 2026;
- R$ 417.295,68 por ano, considerando 12 pagamentos.
Cada Assembleia Legislativa pode definir um valor menor, desde que respeite o limite constitucional.
Em São Paulo, os deputados estaduais recebem R$ 34.774,64 desde fevereiro de 2025. No Rio de Janeiro, o mesmo valor bruto resulta em aproximadamente R$ 25.417,69 líquidos, conforme os descontos informados pela Assembleia Legislativa fluminense.
Há estados com valores diferentes. No Acre, por exemplo, o subsídio previsto para os deputados estaduais a partir de fevereiro de 2025 foi fixado em R$ 33.448,49, abaixo do teto nacional.
Salário dos governadores muda de um estado para outro
Não existe um salário único para os governadores. Os valores são aprovados pelas Assembleias Legislativas e podem passar por reajustes próprios.
As referências estaduais mais recentes mostram remunerações entre aproximadamente R$ 22 mil e o teto de R$ 46.366,19 mensais. A diferença entre os extremos ultrapassa 100%.
Entre os maiores valores está o de Sergipe, de R$ 46.366,19, equivalente ao teto nacional. Em São Paulo, o subsídio do governador foi reajustado para R$ 36.301,53 a partir de junho de 2025.
O valor paulista equivale a cerca de 22,4 salários mínimos de 2026 e está 21,7% abaixo do teto nacional.
Em Pernambuco, o subsídio legal do cargo de governador é de R$ 22 mil. Entretanto, há uma particularidade: a governadora Raquel Lyra optou por receber a remuneração vinculada ao cargo de procuradora do Estado, de aproximadamente R$ 42,1 mil. Portanto, o valor efetivamente recebido não corresponde ao subsídio político do cargo.
Acre adotou nova regra em 2026
A legislação do Acre foi alterada para o exercício de 2026. Desde janeiro, o subsídio mensal do governador passou a corresponder a 100% do valor recebido por um desembargador do Tribunal de Justiça do Estado.
A vice-governadora recebe o equivalente a 95% do subsídio do governador. A regra foi estabelecida pela Lei estadual nº 4.752, publicada em dezembro de 2025.
O caso demonstra por que as comparações entre estados podem mudar mesmo quando o salário do presidente e dos parlamentares federais permanece igual.
Reajustes estaduais podem alterar os valores
Em Alagoas, uma lei publicada em março de 2026 concedeu revisão de 6% aos subsídios e vencimentos da administração estadual, com efeitos financeiros a partir de maio. A incidência sobre cada agente político depende da legislação específica que fixa o respectivo subsídio.
Por esse motivo, valores divulgados em levantamentos nacionais anteriores não devem ser automaticamente tratados como atuais. Cada estado possui regras, datas de reajuste e sistemas de transparência próprios.
Subsídio não inclui o custo total dos mandatos
Os valores correspondem somente ao salário bruto dos ocupantes dos cargos. Despesas com assessores, funcionários, segurança, veículos, viagens oficiais, imóveis funcionais e manutenção dos gabinetes são contabilizadas separadamente.
Também existe diferença entre salário bruto, pagamento líquido e verba de mandato. O salário pertence ao ocupante do cargo e sofre os descontos legais. Já as cotas parlamentares, verbas de gabinete e demais recursos públicos devem ser utilizados exclusivamente no exercício da função.


