A Polícia Federal afirmou, em relatório encaminhado à Justiça Federal, que o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos) — conhecido nacionalmente pelo uso intenso das redes sociais — é o líder de uma organização criminosa responsável por fraudes, corrupção e desvio de recursos públicos no município.
Segundo a PF, o grupo utilizava contratos emergenciais, convênios diretos e acordos com entidades sociais para favorecer empresas específicas, simular serviços e movimentar dinheiro público de forma irregular. A investigação identificou notas fiscais frias, pagamentos fictícios, vínculos entre prestadores de serviço e pessoas próximas ao prefeito, além da existência de uma contabilidade paralela que registrava operações não declaradas.
O documento também aponta indícios de lavagem de dinheiro, com transações em espécie, omissão de informações e tentativa de ocultação da origem dos valores desviados. Parte dos contratos analisados envolve áreas sensíveis da administração, como saúde e comunicação.
O relatório serviu de base para a decisão judicial que afastou Rodrigo Manga do cargo por 180 dias, permitindo que o vice-prefeito assumisse o comando da prefeitura enquanto as investigações avançam.
A defesa de Manga nega qualquer irregularidade e afirma que todas as contratações seguiram a legislação. A prefeitura declarou estar colaborando com as autoridades, embora ainda não tenha tido acesso integral aos autos da investigação.
A PF não descarta novas diligências, incluindo busca e apreensão, bloqueio de bens e eventual envio de denúncia ao Ministério Público Federal. O inquérito segue em andamento.


