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Preço do leite ao produtor tem segunda alta consecutiva em 2025 com cenário de oferta reduzida

O preço do leite cru pago ao produtor registrou sua segunda alta consecutiva em 2025, com valorização de 3,3% na comparação com janeiro deste ano. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que monitora mensalmente os indicadores do setor leiteiro em todo o país.

De acordo com a pesquisa, o preço médio nacional do leite captado em fevereiro alcançou R$ 2,77 por litro, ante R$ 2,68 registrados em janeiro. O movimento de alta é atribuído à maior concorrência entre as indústrias processadoras pela compra da matéria-prima, num cenário de queda na oferta em campo.

Oferta em baixa pressiona mercado

A redução no volume de leite captado nas principais bacias leiteiras do Brasil está diretamente relacionada a condições climáticas adversas observadas no início do ano. Seca e calor intenso impactaram negativamente a produtividade dos rebanhos e a qualidade das pastagens, o que reduziu a produção em diversos estados.

Segundo o levantamento do Cepea, a captação de leite caiu em média 6% na região Sul, 9% em Goiás, 4% em São Paulo e 1,3% em Minas Gerais. Na Bahia, a queda foi de 0,3%. Esses recuos dificultaram o abastecimento das indústrias, levando ao aumento dos preços como forma de garantir o fornecimento junto aos produtores.

Tendência de recuperação ainda é incerta

Especialistas do setor destacam que a valorização do leite cru representa um alívio parcial aos produtores, que vinham enfrentando custos elevados e margens reduzidas nos últimos meses. No entanto, alertam que a recuperação da oferta dependerá de melhores condições climáticas e maior estabilidade no mercado.

A expectativa é de que, com o avanço do outono e possíveis melhorias nas condições de pastagem, haja uma retomada gradual da produção. Ainda assim, os preços devem permanecer em patamares elevados no curto prazo, especialmente se a demanda industrial continuar firme.

Impactos para o consumidor

Embora os reajustes ao produtor não sejam imediatamente repassados ao varejo, o aumento da matéria-prima pode influenciar os preços de derivados lácteos, como queijos, iogurtes e leite longa vida, nas próximas semanas.

O Cepea continuará monitorando os movimentos do setor e divulgará novos dados ao final de abril, quando será possível avaliar se o atual ciclo de alta terá continuidade.

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