O consumidor brasileiro deve sentir no bolso um aumento no preço do café a partir da próxima semana. O movimento é resultado da pressão de custos no mercado internacional, da redução nos estoques e da expectativa de queda na próxima safra de arábica no Brasil, principal produtor mundial. A alta nos contratos futuros já vinha sendo registrada nas últimas semanas e tende a ser repassada gradualmente para o varejo.
Além disso, fatores externos também pesam sobre o setor. Os Estados Unidos anunciaram tarifas de até 50% sobre o café brasileiro, medida que pode redirecionar parte da produção antes destinada ao mercado externo para o consumo interno. Embora esse cenário ajude a segurar parte da oferta no país, especialistas avaliam que a incerteza sobre a produção futura e os custos de exportação criam um ambiente de preços mais elevados para os torrefadores e comerciantes.
Segundo analistas, o impacto para o consumidor deve ser moderado no início, variando entre 1% e 5% nos preços praticados em supermercados, cafeterias e padarias. A intensidade do reajuste dependerá de fatores climáticos nas próximas semanas, do comportamento do câmbio e da capacidade dos varejistas de absorver os aumentos sem repassar imediatamente ao consumidor. A tendência, no entanto, é de alta, e a expectativa é de que o café se torne mais caro ao longo do mês de outubro.


