Os postos avançados de segurança (PAS) de Araras seguem fechados e sem previsão de reabertura. Em resposta ao questionamento feito pelo RCA1, a Prefeitura informou que, atualmente, o município não dispõe de efetivo suficiente da Guarda Civil Municipal (GCM) para guarnecer essas unidades, o que inviabiliza a retomada do serviço.
Araras conta com cinco PAS espalhados pelas regiões central, oeste, sul e leste da cidade. Eles foram criados na década de 2000, na gestão do ex-prefeito Luiz Carlos Meneghetti, com o objetivo de descentralizar o policiamento e aproximar o atendimento de segurança da população. Desde então, os postos foram sendo desativados até restar em funcionamento apenas o da região central.

A situação dos postos desativados tem gerado reclamações de moradores, que denunciam o abandono das estruturas. Além do mato alto e da degradação, os espaços passaram a ser frequentados por pessoas em situação de rua e, segundo relatos, também são utilizados para o consumo de entorpecentes. Para os moradores, o cenário atual dos PAs transmite uma sensação de insegurança, principalmente em bairros mais afastados do Centro.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, os postos localizados na Praça Jorge Assumpção, na praça em frente à Igreja do Jardim Cândida e no início da Avenida Loreto estão mais preservados, necessitando apenas de pequenos reparos. Já o PAS da Avenida Governador Garcez encontra-se com o interior totalmente destruído, com portas e vidros de janelas quebrados, situação que, segundo a Prefeitura, foi herdada de gestões anteriores.
O Executivo informou que, para manter um posto avançado em funcionamento, seria necessário um efetivo diário de seis guardas civis em três turnos de oito horas ou quatro guardas em turnos de doze horas. Isso demandaria cerca de 720 a 744 horas trabalhadas por mês para cada unidade, número que o atual contingente da GCM não consegue suprir. “Dentro da evolução das ações preventivas e repressivas para prevenir e combater os ilícitos penais e considerando o efetivo existente, não se mostra adequado alocar Guardas Civis Municipais para guarnecer os PSA, retirando-os dos patrulhamentos nas ruas, avenidas e logradouros públicos”, informou a nota oficial.
Sobre o estado de conservação das unidades desativadas, a Prefeitura afirmou que todas foram inspecionadas e que a situação será comunicada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas para avaliação e eventuais providências.
Em relação às reclamações de moradores sobre a presença de pessoas em situação de rua nesses locais, o Executivo explicou que as Secretarias de Assistência Social e de Saúde, com apoio do Fundo Social de Solidariedade, têm desenvolvido ações para mitigar o problema. A GCM mantém uma guarnição de patrulhamento diário para garantir segurança às equipes e atender ocorrências envolvendo essa população.