Apesar de a Páscoa ter origem religiosa, ligada à ressurreição de Jesus Cristo, alguns dos símbolos mais populares da data vieram de tradições bem mais antigas — e até curiosas.
O ovo, por exemplo, já era considerado símbolo de vida e renovação por povos antigos, muito antes do cristianismo. Ele representava o nascimento e o recomeço, especialmente na chegada da primavera no hemisfério norte. Com o tempo, os cristãos passaram a associar esse significado à ressurreição, reforçando a ideia de uma nova vida.
Já o coelho tem origem em tradições pagãs ligadas à fertilidade. O animal é conhecido pela rápida reprodução, o que fez com que fosse visto como símbolo de abundância e renovação da vida. Por isso, acabou sendo incorporado às comemorações da Páscoa em vários países.
A junção desses elementos aconteceu ao longo dos séculos e ganhou ainda mais força com a tradição de presentear ovos — que mais tarde se transformaram nos populares ovos de chocolate.
Hoje, coelho e ovos representam o lado cultural e comercial da Páscoa, enquanto o significado religioso continua sendo o principal para os cristãos.


