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Polícia prende mulher suspeita de matar ex-companheiro encontrado carbonizado em Conchal

Uma investigação sobre a morte de um homem de 62 anos, encontrado carbonizado dentro da própria residência, levou à prisão temporária da ex-companheira da vítima nesta sexta-feira (16). O caso aconteceu em Conchal, no interior de São Paulo, e a suspeita foi localizada em Santa Cruz das Palmeiras.

Adão José do Prado foi encontrado morto em 21 de dezembro de 2025, em um imóvel no bairro Arurá, na zona rural do município. Segundo a Polícia Civil, as apurações realizadas desde o crime reuniram elementos que indicam a possível participação da mulher no homicídio.

A identidade da investigada não foi divulgada pelas autoridades.

Disputa por patrimônio é uma das linhas de investigação

De acordo com o delegado Luís Henrique Lima Pereira, responsável pelo caso, a principal linha de investigação envolve um conflito financeiro entre o ex-casal após a separação.

Conforme os elementos apurados pela polícia, a discussão estaria relacionada à divisão de bens. A investigação também considera relatos de ameaças que teriam sido feitas contra a vítima antes do crime.

A polícia ainda trabalha para esclarecer como o homicídio ocorreu e se outras pessoas tiveram participação na ação.

Corpo foi localizado por familiar

A morte foi descoberta depois que familiares estranharam a ausência de notícias de Adão e o fato de ele não ter comparecido ao trabalho.

A irmã da vítima foi até a residência durante a madrugada e percebeu que havia algo incomum, mas não entrou no imóvel. Posteriormente, um sobrinho foi ao endereço para verificar a situação e encontrou o corpo em um dos quartos.

O familiar deixou a residência e comunicou o ocorrido à família, que acionou as autoridades.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Adão morava sozinho havia alguns meses, desde o fim do relacionamento. Familiares também relataram que ele já havia mencionado ameaças relacionadas à disputa financeira.

Celulares foram apreendidos

A prisão temporária foi cumprida pela Polícia Civil de Conchal, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira. Durante a operação, dois aparelhos celulares foram apreendidos e poderão auxiliar no andamento das investigações.

Após a prisão, a mulher foi levada para Limeira.

O caso continua sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar a eventual participação de outras pessoas.

Importante: a prisão temporária não representa condenação. A responsabilidade criminal da investigada deverá ser apurada no decorrer do processo legal.

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