Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira (17) revelou um esquema suspeito de armazenamento e processamento irregular de carnes na zona rural de Conchal. A ação faz parte das investigações sobre furtos de gado registrados nos últimos meses na região.
Durante o cumprimento de mandados de busca, os policiais localizaram um imóvel rural onde havia grande quantidade de carne armazenada sem comprovação de origem. O material estava guardado em uma estrutura improvisada utilizada como câmara frigorífica, sem condições adequadas de higiene e conservação.
Segundo a Polícia Civil, o local também possuía equipamentos utilizados para o corte e manuseio da carne, levantando suspeitas de que os produtos poderiam estar sendo preparados para comercialização clandestina.

Além da descoberta do entreposto irregular, os investigadores encontraram uma área utilizada para o descarte de resíduos de animais abatidos. O espaço, localizado nas proximidades do distrito de Tujuguaba, continha cabeças, vísceras, patas e outras partes de bovinos espalhadas em meio à vegetação.
A operação contou com apoio da Guarda Civil Municipal e da Vigilância Sanitária, que avaliou as condições do local. A Polícia Científica também foi acionada para realizar perícia e coletar elementos que possam auxiliar na investigação.
O homem apontado como responsável pela propriedade afirmou que a carne encontrada seria destinada ao consumo próprio. No entanto, a versão é vista com desconfiança pelos investigadores devido à quantidade de material armazenado e ao volume de resíduos encontrados na área de descarte.
As apurações tiveram início após produtores rurais registrarem boletins de ocorrência relatando furtos de gado em propriedades de Conchal e também no distrito de Martim Prado, em Mogi Guaçu.
Durante as diligências, dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à análise. A Polícia Civil busca agora identificar toda a possível cadeia envolvida no caso, desde a origem dos animais abatidos até eventuais receptadores e compradores da carne.
Até o momento, ninguém foi preso. O material recolhido passará por exames periciais, e os laudos técnicos deverão contribuir para os próximos desdobramentos da investigação.