Home Destaque Polícia Civil de Araras investiga boicote a comércios após vitória de Lula
Destaque Notícias Polícia

Polícia Civil de Araras investiga boicote a comércios após vitória de Lula

A Polícia Civil de Araras abriu um inquérito para investigar a circulação de listas com nomes de estabelecimentos comerciais e pessoas que estariam sendo associados ao Partido dos Trabalhadores (PT) ou a posições políticas de esquerda. As mensagens, compartilhadas em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, incentivam a população a não comprar nesses locais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.

O delegado titular da Polícia Civil de Araras, Edgard Albanez, confirmou a investigação à reportagem da Rádio Clube. Segundo ele, comerciantes têm procurado as autoridades para relatar a situação, que estaria provocando preocupação entre os proprietários dos estabelecimentos citados.

“Alguém está divulgando para as outras pessoas não adquirirem mercadorias nos estabelecimentos de pessoas que supostamente poderiam ser petistas ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores.”

De acordo com o delegado, quatro pessoas já foram identificadas como suspeitas de liderar a iniciativa. Elas deverão ser chamadas para prestar esclarecimentos, enquanto a polícia reúne informações para apurar a responsabilidade dos envolvidos.

Delegado alerta para possíveis consequências criminais

Edgard Albanez faz um alerta às pessoas que estão compartilhando as listas e incentivando o boicote comercial com base na suposta preferência política dos proprietários.

 “Isso é crime, chama-se stalking. Nós estamos registrando ocorrência e já temos quatro pessoas identificadas como suspeitos de encabeçarem esse trabalho.’

O delegado afirma que a conduta pode configurar crime de perseguição, conhecido como stalking, dependendo das circunstâncias apuradas. Ele também adverte que encaminhar novamente esse tipo de conteúdo pode contribuir para a continuidade das práticas investigadas e gerar consequências legais.

 “Isso também é crime. Você receber algo que é crime e passar para frente.”

A Polícia Civil busca identificar quem produziu e divulgou as listas, além de esclarecer como o movimento começou e quem participou de sua disseminação.

Comerciantes relatam medo e preocupação

Segundo Edgard Albanez, há proprietários preocupados não apenas com a possibilidade de perder clientes, mas também com o risco de sofrer ataques ou atos de vandalismo. O delegado informou que alguns comerciantes chegaram a contratar segurança particular diante do receio de que a situação pudesse evoluir para ocorrências mais graves.

 “Temos conhecimento de estabelecimentos que o proprietário contratou até segurança, com medo.”

Polícia pode solicitar dados telefônicos

Albanez afirmou que, caso a circulação das mensagens continue, a Polícia Civil poderá solicitar à Justiça medidas para obter dados relacionados aos telefones investigados, conforme os requisitos legais.

O objetivo é reunir provas, identificar os responsáveis e encaminhar o caso para as providências cabíveis. O delegado pediu que a população não compartilhe as listas e que os conteúdos sejam apagados para evitar a continuidade da divulgação.

A investigação segue em andamento. As pessoas identificadas como suspeitas ainda deverão prestar esclarecimentos, e a eventual responsabilização dependerá da apuração dos fatos e das provas reunidas.

Rádio Clube • 101,7 FM 🔴 AO VIVO
Seu navegador não suporta áudio. https://virtues.live:8410/stream
Sair da versão mobile