A Polícia Civil de Mato Grosso investiga denúncias envolvendo um tenente-coronel da Polícia Militar suspeito de cometer crimes de extorsão, ameaça, injúria e perseguição (stalking) contra uma mulher de 20 anos. Como o oficial ainda não foi formalmente indiciado, sua identidade permanece sob sigilo.
Segundo o registro da ocorrência, a jovem afirmou ter mantido um relacionamento sem compromisso com o militar durante aproximadamente oito meses, entre outubro de 2025 e junho deste ano. O conflito teria começado após o oficial descobrir que ela também havia se relacionado com outro homem durante esse período.
De acordo com o depoimento da vítima, o policial reagiu com ciúmes e passou a pressioná-la para que enviasse fotos e vídeos de conteúdo íntimo. Ainda conforme a denúncia, ele teria condicionado a não divulgação do relacionamento extraconjugal da jovem ao envio desse material.
A mulher informou que recusou a exigência, mas, mesmo assim, o suspeito teria colocado a ameaça em prática, revelando o caso aos pais dela e à esposa do homem com quem ela teria se envolvido.
Mensagens ofensivas
Após o episódio, a vítima bloqueou o militar em aplicativos de mensagens e redes sociais. Mesmo assim, ela afirma que continuou sendo procurada pelo suspeito, que teria utilizado diferentes números de telefone para manter contato.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o oficial também teria recorrido a transferências via Pix para encaminhar mensagens ofensivas. Nos comprovantes anexados à investigação, aparecem insultos direcionados à jovem com palavras de baixo calão e conteúdo considerado difamatório.
A vítima declarou às autoridades que teme por sua segurança física e emocional, principalmente pelo fato de o investigado ocupar um cargo de alta patente na Polícia Militar.
Medida protetiva
Diante das denúncias, a mulher solicitou à Justiça a concessão de medidas protetivas de urgência para impedir qualquer novo contato por parte do oficial.
A Polícia Civil continua apurando os fatos para verificar a ocorrência dos crimes denunciados. Paralelamente, o caso também deverá ser analisado pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso, responsável por avaliar eventual abertura de procedimento administrativo.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do tenente-coronel não havia se manifestado sobre as acusações.
As informações são do Portal Metrópoles.



