A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar nesta segunda-feira, 14 de julho, as alegações finais no processo que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022. A denúncia apresentada em março pela PGR foi aceita pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que agora aguarda as manifestações das defesas antes de marcar o julgamento.
Com a entrega das alegações finais, será aberto prazo de 15 dias para que a defesa do tenente-coronel Mauro Cid se manifeste. Na sequência, os advogados dos demais réus também terão 15 dias para apresentar suas manifestações. Somente após o fim desses prazos, o processo estará pronto para ser julgado pela Primeira Turma do STF, o que deve ocorrer no segundo semestre deste ano.
Além de Bolsonaro e Mauro Cid, também são réus os ex-ministros Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Augusto Heleno, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. A denúncia apresentada pela PGR inclui acusações de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado.
Durante a fase de instrução, encerrada em junho, foram colhidos depoimentos, realizadas acareações e reunidas provas que, segundo a PGR, reforçam o envolvimento dos acusados na trama golpista que visava impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que o julgamento seja um dos mais relevantes e simbólicos da atual composição do STF, por tratar de um episódio que atentou diretamente contra a democracia brasileira.


