A partir deste sábado (13), o preço do diesel vendido às distribuidoras terá aumento no Brasil. O reajuste foi confirmado pela Petrobras, que informou acréscimo de R$ 0,38 por litro no Diesel tipo A, combustível que sai diretamente das refinarias.
Esse valor serve como base para a formação do Diesel tipo B, que é o produto efetivamente comercializado nos postos. Como a composição inclui 85% de Diesel A e 15% de biodiesel, o impacto final tende a ser um pouco menor para o consumidor.
Intervalo longo sem aumento
De acordo com a estatal, a última alteração no preço do diesel para distribuidoras havia ocorrido em maio de 2025, quando houve redução. O último reajuste de alta, por sua vez, tinha sido registrado em fevereiro de 2024.
A empresa também destacou que, considerando o período desde dezembro de 2022 e já descontada a inflação, o Diesel A acumulava queda de R$ 0,84 por litro, o que representa uma redução aproximada de 29% no preço.
Governo tenta conter impacto
Para amenizar os efeitos do aumento, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre a comercialização do diesel, medida que deve reduzir parte do impacto para quem abastece.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a decisão do governo ajudou a evitar um reajuste ainda maior.
“O governo federal interferiu tempestivamente, evitando um acréscimo de 70 centavos e transformando esse aumento em algo praticamente irrisório, de cerca de 6 centavos”, afirmou.
Medida temporária
A desoneração tributária deve valer até dezembro e faz parte de um pacote de medidas adotadas para conter a alta internacional do combustível. A escalada dos preços tem relação com tensões geopolíticas recentes, incluindo ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra o Irã.
Como forma de compensação fiscal, o governo anunciou que será aplicada alíquota de 12% sobre a exportação do petróleo brasileiro, buscando equilibrar a perda de arrecadação causada pela redução de impostos.


