Com a chegada do inverno e das baixas temperaturas, motoristas que utilizam veículos movidos a etanol enfrentam maior dificuldade para dar partida no carro nas primeiras horas do dia. A situação é comum em regiões onde os termômetros registram menos de 15 °C, temperatura que afeta diretamente a eficiência da queima do combustível.
Isso ocorre porque o etanol possui maior dificuldade de evaporação em dias frios, o que prejudica a formação da mistura ar-combustível necessária para a ignição. Para contornar o problema, a maioria dos carros equipados com motores a álcool ou flex conta com um sistema auxiliar conhecido como “tanquinho de partida a frio”, que injeta gasolina no momento da partida. No entanto, muitos motoristas esquecem de abastecer esse reservatório ou mantêm gasolina velha, o que compromete seu funcionamento.
Especialistas recomendam que a gasolina do tanquinho seja trocada a cada três meses para evitar a degradação do combustível. Além disso, manter a bateria em bom estado é fundamental, já que o esforço exigido para dar partida em baixas temperaturas é maior. Velas de ignição e cabos também devem estar revisados, uma vez que falhas nesses componentes dificultam ainda mais o funcionamento do motor a frio.
Algumas práticas populares, no entanto, não ajudam e podem até prejudicar o veículo. É o caso de assoprar a mangueira do respiro ou acelerar o carro durante a partida. Com os sistemas modernos de injeção eletrônica, essas ações são desnecessárias e ineficazes. Também não há evidências de que etanol aditivado facilite a ignição em dias frios, já que os aditivos atuam na limpeza e proteção do sistema, mas não interferem na volatilidade do combustível.
A recomendação é preventiva: garantir que o sistema de partida a frio esteja abastecido com gasolina nova, realizar a manutenção regular do veículo e, quando possível, protegê-lo do frio extremo estacionando em locais cobertos. Com esses cuidados, os motoristas reduzem significativamente o risco de imprevistos nas manhãs geladas.


