O ex-subsecretário do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin, passou a ser alvo de críticas após enviar mensagens consideradas intimidatórias a pessoas que comentaram o caso de estupro coletivo ocorrido recentemente em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro.
Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que foi preso sob suspeita de participação no crime registrado na semana passada. De acordo com relatos divulgados nas redes sociais, o ex-subsecretário teria atacado duas pessoas que se manifestaram publicamente sobre o caso.
Um dos alvos foi o advogado Rodrigo Mondego, responsável por representar a família da vítima. Em uma das mensagens enviadas, Simonin afirmou que o defensor estaria buscando “cinco minutos de fama” e usou ofensas pessoais. O advogado declarou que a atitude pode caracterizar tentativa de coação no curso do processo, embora a prioridade, segundo ele, seja o acolhimento e a assistência à vítima.

Outra pessoa que relatou ter recebido mensagens do ex-subsecretário foi a atriz e comunicadora Sherazade Medina, que possui mais de 480 mil seguidores nas redes sociais e publicou vídeos comentando o episódio. Segundo ela, as mensagens com tom intimidatório foram enviadas pouco tempo depois do contato feito com o advogado.
Sherazade afirmou que a diferença entre as duas mensagens teria sido de apenas alguns minutos. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e pode ter novos desdobramentos conforme o andamento das investigações.
A defesa de Vitor Hugo Simonin não se manifestou.