O pai da menina Elisa Sophia Ramalho Lippa, de 4 anos, morta durante um ataque a tiros em , deixou a Santa Casa na noite de quinta-feira (22), antes de receber alta médica. Breno Ramalho da Fonseca Lippa, de 20 anos, ainda estava sob cuidados médicos e decidiu sair da unidade hospitalar por vontade própria.
Segundo informações da Santa Casa, o jovem havia manifestado repetidamente o desejo de interromper a internação ao longo daquele dia. Apesar das orientações da equipe médica sobre os riscos de abandonar o tratamento, ele manteve a decisão e deixou o hospital após receber a visita da mãe.
Polícia ouviu o pai antes da saída
Durante a internação, Breno permaneceu em estado grave em razão dos ferimentos provocados pelos disparos. Após sair da sedação e recuperar a consciência, ele manifestou a intenção de deixar o hospital.
De acordo com o delegado Tabajara Zuliani dos Santos, responsável pela investigação, policiais civis que estavam na unidade conseguiram colher o depoimento do jovem antes de sua saída. O relato, no entanto, contribuiu pouco para esclarecer as circunstâncias do ataque.

A Santa Casa informou que acionou profissionais das áreas de psicologia e assistência social, além de familiares, para tentar convencê-lo a permanecer internado. Mesmo após ser alertado sobre os riscos, Breno decidiu deixar o local. O hospital comunicou o fato à Polícia Civil.
Ataque matou criança de quatro anos
O crime aconteceu na noite de segunda-feira (19), na Avenida Augusta Viola da Costa, no Jardim Costa Verde, em Araras.
Conforme o boletim de ocorrência, Breno estava em um carro com a filha quando os dois foram surpreendidos por dois homens em uma motocicleta. Os suspeitos efetuaram diversos disparos contra o veículo.
A menina foi atingida e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O pai também foi baleado e encaminhado à Santa Casa, onde permaneceu internado em estado grave.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil trabalha para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do ataque. Durante as diligências, foram recolhidos projéteis e cápsulas no local, e o veículo foi apreendido para perícia. Os investigadores também tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança e apreenderam dois celulares do pai da criança.
Segundo o delegado, Breno é tratado como vítima no caso. Até a atualização das informações, não havia mandado de prisão contra ele, e a polícia informou que não havia diligências para localizá-lo naquele momento.
O caso foi registrado como homicídio contra menor de idade, tentativa de homicídio e outras ocorrências relacionadas à investigação. Os detalhes seguem sob sigilo, e ninguém havia sido preso até a última atualização.