O Brasil perdeu neste domingo (25) um dos nomes marcantes da música instrumental e do forró. O sanfoneiro Oswaldinho do Acordeon morreu aos 72 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais por amigos do artista. Até o momento, a causa da morte não havia sido informada. <Cite refs={[“turn863048search6″,”turn863048search11”]}/>
Nascido Oswaldo de Almeida e Silva, em 5 de junho de 1954, na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, o músico construiu uma trajetória de aproximadamente 60 anos, marcada pelo domínio da sanfona e pela busca de novas possibilidades sonoras para o instrumento.
Carreira começou ainda na infância
Filho do sanfoneiro Pedro Sertanejo, Oswaldinho cresceu em contato direto com a música. Incentivado pelo pai, aprendeu a tocar acordeon e iniciou sua trajetória profissional ainda criança.
Aos nove anos, participou de uma gravação do pai. Três anos depois, lançou seu primeiro single, dando início a uma carreira que ganharia projeção nacional nas décadas seguintes.
Nos anos 1970, lançou discos que ajudaram a consolidar seu nome no cenário musical brasileiro, entre eles Fantástico Oswaldo Silva, Só Quero um Xodó e Oswaldinho.

Artista ampliou as possibilidades da sanfona
Embora tenha suas raízes ligadas ao forró e à tradição nordestina, Oswaldinho ficou conhecido por experimentar combinações musicais pouco convencionais para o gênero.
Seu trabalho aproximou os ritmos brasileiros de influências do jazz, do blues, do rock e da música erudita. Essa versatilidade contribuiu para levar suas apresentações a outros públicos, inclusive em festivais internacionais.
Um dos trabalhos importantes de sua discografia foi Forró in Concert, lançado em 1981, projeto que explorou o encontro entre a música nordestina e elementos da música clássica.
Ao longo da carreira, o sanfoneiro também colaborou com artistas de diferentes vertentes da música popular brasileira, reforçando sua reputação como instrumentista de grande habilidade técnica.