Home Saúde OMS afirma que não há vínculo comprovado entre paracetamol, vacinas e autismo
Saúde

OMS afirma que não há vínculo comprovado entre paracetamol, vacinas e autismo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta semana um posicionamento oficial sobre a relação entre o uso de paracetamol na gravidez, vacinas e o desenvolvimento de autismo em crianças. Segundo a entidade, até o momento não existe evidência científica conclusiva que comprove qualquer vínculo entre o medicamento ou a vacinação e o transtorno do espectro autista (TEA).

O comunicado ocorre em meio a debates reacendidos após a decisão da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) de atualizar os rótulos do paracetamol — também conhecido como acetaminofeno — incluindo uma observação sobre a possibilidade de associação entre o uso do remédio durante a gestação e algumas condições neurológicas, como autismo e déficit de atenção. A própria agência norte-americana, entretanto, ressaltou que essa inclusão tem caráter preventivo e não significa comprovação de relação causal.

A OMS reforçou que as pesquisas existentes sobre paracetamol são observacionais e apresentam resultados inconsistentes. Alguns estudos sugeriram associação entre o consumo frequente do medicamento durante a gravidez e um risco maior de diagnóstico de autismo, mas outros trabalhos não confirmaram esses achados. De acordo com especialistas em saúde pública, a multiplicidade de fatores envolvidos — como predisposição genética, histórico de saúde materna e até mesmo infecções ou febre durante a gestação — dificulta estabelecer um elo direto entre o fármaco e a condição.

Em relação às vacinas, o posicionamento é categórico: não existe qualquer relação entre imunização e autismo. A OMS lembrou que amplos estudos realizados em diferentes países já demonstraram a segurança das vacinas e refutaram hipóteses levantadas no passado, como a de um artigo publicado em 1998 na revista The Lancet, posteriormente considerado fraudulento e retirado pela comunidade científica.

A entidade destacou ainda que a vacinação continua sendo uma das medidas mais eficazes de saúde pública para a prevenção de doenças graves e mortes, e alertou para o risco de desinformação que pode levar famílias a evitarem imunizar seus filhos. No caso do paracetamol, a recomendação segue sendo de uso consciente durante a gestação, em doses mínimas e sempre com orientação médica, sem que haja necessidade de alarde ou interrupção do tratamento quando indicado por um profissional de saúde.

Rádio Clube • 101,7 FM 🔴 AO VIVO
Seu navegador não suporta áudio. https://virtues.live:8410/stream
Sair da versão mobile