Uma jovem que chegou a ser considerada morta após um grave atropelamento em Bauru (SP) recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (5), depois de mais de duas semanas de internação e tratamento intensivo.
Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, sofreu múltiplas lesões no acidente ocorrido em 18 de janeiro, na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). Ela permaneceu oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, posteriormente, seguiu em recuperação em um leito de enfermaria até ser liberada pela equipe médica. Na saída do Hospital de Base, foi homenageada com aplausos de profissionais de saúde e familiares.
De acordo com a unidade hospitalar, a paciente deixou o local com todo o acompanhamento pós-alta já organizado. O plano inclui atendimentos multiprofissionais e sessões de reabilitação, como fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento psicológico e orientação nutricional, dentro do protocolo conhecido como “alta responsável”, que articula a continuidade do tratamento junto à rede municipal.
O caso ganhou repercussão após Fernanda ter sido inicialmente declarada morta por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda no local do acidente. Cerca de meia hora depois, um médico socorrista ligado à concessionária responsável pela rodovia identificou sinais vitais e conseguiu reanimá-la.

Em estado crítico, ela foi levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, na sequência, transferida ao Hospital de Base, onde precisou ser entubada, sedada e mantida em ventilação mecânica devido à gravidade dos ferimentos.
Na época, a mãe da jovem relatou o impacto do momento em que recebeu a notícia equivocada sobre a morte da filha e questionou os procedimentos adotados durante o atendimento inicial.
A Prefeitura de Bauru informou que abriu investigação técnica para apurar as circunstâncias da ocorrência e afastou preventivamente a médica responsável pela declaração de óbito até a conclusão das análises.