O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O caso tem como base uma publicação feita pelo senador na rede social X, em janeiro, na qual ele atribui ao presidente a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e ligação com organizações criminosas, sem apresentação de provas. Segundo a PGR, a manifestação ocorreu em ambiente público e teria caráter ofensivo e vexatório.
Com a decisão, a Polícia Federal terá prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Moraes também determinou o levantamento do sigilo do processo, alegando ausência de elementos que justifiquem a restrição de publicidade.
A abertura do inquérito ocorre em meio ao cenário pré-eleitoral. Apesar disso, especialistas apontam que a eventual inelegibilidade do senador não é automática e dependeria de uma condenação por órgão colegiado, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa.
Procurado, Flávio Bolsonaro afirmou que não recuará das declarações. Ele sustenta que suas críticas têm base em posicionamentos internacionais e questionou a decisão de abertura do inquérito, classificando a medida como tentativa de intimidação.


