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Justiça reduz em mais 72 dias pena de Robinho após trabalho, estudos e leitura na prisão

A Justiça de São Paulo autorizou uma nova redução da pena do ex-jogador Robinho, que cumpre condenação de nove anos de prisão por estupro cometido na Itália. A decisão reconheceu 72 dias de remição, obtidos por meio de trabalho, estudos, qualificação profissional e leitura de livros durante o período de encarceramento.

Robinho está atualmente no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista. A decisão foi disponibilizada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional em 11 de setembro de 2026.

Do total reconhecido pela Justiça, 11 dias correspondem ao trabalho realizado pelo ex-atleta. Outros 49 dias foram obtidos por atividades educacionais e cursos de qualificação profissional, enquanto os 12 dias restantes são referentes à leitura e validação de três obras literárias.

Entre os livros apresentados no programa de remição estão Tristão e Isolda, Capitães da Areia e A Invenção de Hugo Cabret.

Cursos à distância foram rejeitados

O pedido da defesa não foi aceito integralmente. O magistrado rejeitou a remição baseada em certificados de cursos realizados a distância pelo Instituto Universal Brasileiro, entre eles o de Eletrônica Básica.

Segundo a decisão, os certificados apresentados não atendiam aos requisitos previstos na Lei de Execução Penal para o reconhecimento da redução da pena.

Já as atividades presenciais foram consideradas válidas. Robinho teve reconhecidas 288 horas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 305 horas de cursos de qualificação oferecidos pelo Senai.

As atividades de leitura foram realizadas dentro do programa da Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap).

Pena já havia sido reduzida em janeiro

Esta não é a primeira vez que a Justiça reconhece dias de remição na pena de Robinho em 2026.

Em janeiro, outro pedido da defesa havia resultado na redução de 160 dias, também em razão de atividades de estudo e trabalho desenvolvidas durante o cumprimento da pena.

Na ocasião, o advogado Mário Rossi Vale afirmou que a redução não representava um benefício excepcional, mas o reconhecimento de dias de remição previstos pela legislação.

Até o momento, conforme a defesa, ainda não havia sido elaborado um novo cálculo consolidado da pena. O processo tramita sob segredo de Justiça.

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